Contacto
Entrar

Corredor do Lobito Está a Ser Potenciado

O Corredor do Lobito — que integra o porto de Lobito, a ferrovia Benguela e ligações transfronteiriças à RDC e à Zâmbia — está a receber investimentos massivos para se consolidar como uma rota ferroviária estratégica na África Austral, conectando o Oceano Atlântico às regiões montanhosas do interior africano.

Corredor do Lobito Está a Ser Potenciado

Integração e Diversificação Económica

Este projecto de infraestrutura internacional é visto como peça-chave na diversificação da economia angolana, reduzindo a dependência do petróleo e impulsionando exportações mineiras (cobre, cobalto) e produtos agrícolas — especialmente das províncias de Benguela, Huambo, Huíla e Bié.

Estrutura Física e Modernização

O projeto engloba:

  • Reabilitação da estrada-de-ferro Benguela (1 300 km);

  • Concessão de 30 anos à Lobito Atlantic Railway por consórcio Trafigura – Mota‑Engil – Vecturis;

  • Expansão a novas linhas;

  • Modernização de comboios, plataformas logísticas e pórticos portuários.

Investimentos e Apoio Internacional

O apoio financeiro é robusto:

  • Estados Unidos: mais de US$ 3 mil milhões via DFC e Promessa de US$ 600 milhões garantida pelo Presidente Biden;

  • União Europeia: mais de €50 milhões para cadeias agrícolas;

  • Africa Finance Corporation, com US$ 320 milhões para reforço do corredor;

Impacto Regional e Ambição Geopolítica

Conectando a Zâmbia, República Democrática do Congo (Katanga) e Angola aos mercados marítimos, o corredor melhora a eficiência logística da exportação de minérios e serve como alternativa competitiva à influência chinesa — reforçando posicionamentos geopolíticos globais.

Facilitação e Governança

Para garantir uma implementação eficaz, são priorizadas:

  • Simplificação de processos aduaneiros;

  • Rede de plataformas logísticas;

  • Melhoria na coordenação institucional (incluindo ARCCLA e IRPC);

  • Políticas públicas harmonizadas entre países envolvidos.

Perspectivas e Desafios

Se plenamente potenciado, o corredor promete:

  • Aumento de receitas com exportações;

  • Criação de empregos e dinamização do comércio regional;

  • Estímulo à agricultura, mineração e indústrias;

  • Consolidação da integração na ZCL da SADC e AfCFTA.